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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

[ABELHAS] Conceitos básicos da apicultura (parte 7) COMO NASCEM.






Zangão





Abelha rainha (mestra) nascimento ideal.
A abelha rainha é produzida a partir de uma larva que poderia ser de abelha operária, desenvolve-se numa célula de criação muito maior que um alvéolo de operária conhecida como realeira, a esta é fornecida uma dieta especial, à base de geleia real que a tornará uma fêmea diferenciando-a das operárias. Nascerá passados 16 dias a contar do dia da postura. No quinto dia de vida, a rainha faz seus primeiros voos de reconhecimento no ambiente exterior, e com nove dias de idade já está pronta para fazer o voo nupcial. Será fecundada pelo zangão durante o voo, haverá cópula o testículo do zangão fica retido, acabando por morrer enquanto seus espermatozóides ficarão armazenados em um órgão da rainha chamado espermateca.
 De volta à colmeia a rainha passa a ser seguida constantemente por um grupo de abelhas acompanhantes, que a alimentam com geleia real e cuidam de sua higiene. A partir daí passados 35 dias começa a postura, (os números aqui relatados não são rigorosos) que pode colocar de dois a três mil ovos por dia, em geral, apresenta alta fecundidade até o terceiro ano de vida, isso para abelhas europeias. No caso de abelhas africanas, esse tempo cai para um ano e meio. Mas qualquer uma pode viver 5 anos. Tamanho 20mm, espaço de passagem mínimo 5,2 a 5,4mm.
Operárias nascem após 21 dias da postura passando por várias fases dentro do alvéolo, por norma vivem 60 dias na estação quente, na fria podem viver mais tempo.
Tamanho 15mm, espaço de passagem mínimo 4,3mm.
Zangões levam 24 dias para nascer a sua presença nota-se na colmeia no início da" primavera" sinal que esta tem alimento e está forte. Morrem após acasalarem em voo com uma rainha, ou de frio por serem expulsos da colmeia.
Tamanho 18mm espaço de passagem mínimo 6mm.

domingo, 20 de setembro de 2015

[ABELHAS] Conceitos básicos da Apicultura (parte 1) INTRODUÇÂO





Abelhas são insectos voadores, conhecidos pelo seu papel na polinização. Pertencem à ordem Hymenoptera, da super família Apodídea, subgrupo Anthophila são descendentes das vespas que deixaram de se alimentar de pequenos insectos e aranhas para consumirem o pólen das flores. Durante esse processo evolutivo surgiram várias espécies de abelhas. Hoje se conhecem mais de 20 mil espécies, mas acredita-se que existam umas 40 mil espécies ainda não descobertas. Somente 2% das espécies de abelhas são sociais e produzem mel. Entre as espécies produtoras de mel, as do género Apis são as mais conhecidas e difundidas, vivem agrupadas em abrigos  que chegam a comportar até 80 mil abelhas, são um exemplo de organização e extremamente trabalhadoras. Organizam-se da seguinte forma: 

Abelha rainha – Tem como única atribuição  reprodução com postura de ovos, em média mais de mil por dia e  controla a colónia. Maior que as demais abelhas, tem o abdómen mais claro, é alimentada com geleia real, vive em média 5 anos. Cada colmeia tem apenas uma abelha rainha.

Zângão – Sua única função é reproduzir, morrendo pouco depois de copular com rainha, nasce de um ovo não fecundado,seleccionado pela rainha.

Abelhas operárias – São as abelhas que fazem todo o trabalho pesado. Protegem e limpam a colmeia, constroem os favos, produzem a cera, cuidam das larvas, buscam e armazenam o alimento. Vivem no máximo 4 meses (vão sendo renovadas por cria nova) produzem a geleia real, a próporis e o mel dentro da colmeia para servir as suas necessidades. O “excesso” é retirado pelo homem. Cada abelha produz em média cinco gramas de mel por dia. Desde a antiguidade, era o único alimento doce utilizado antes da produção de açúcares.


Existem há mais de 50 milhões de anos.

O mel é usado como alimento pelo homem desde a pré-história, Na obra de Eva Crane (Honey, a Comprehensive Survey), encontramos informações de que os Sumérios, que se estabeleceram na Mesopotâmia por volta de 5000 a. c., já usavam o mel. Dos textos Sumérios que sobreviveram até os nossos dias são conhecidas duas passagens que falam a respeito do mel, por vários séculos retirado dos enxames de formas brutais muitas vezes causando danos ao meio ambiente, matando as abelhas. Ao longo do tempo, o homem desenvolveu técnicas de manejo das abelhas de forma a proteger os enxames e colmeias obtendo maior produção com o mínimo de prejuízo para as abelhas. O início da atividade apícola data de 2.400 anos a.c.



 A prática apícola no Egito teve início com a criação de abelhas em potes de barro. Esta prática possibilitava o transporte dos enxames e a retirada do mel, mas muito similar à "caçada" primitiva.



Aristóteles realizou os primeiros estudos formais sobre as abelhas e a apicultura. A partir de tais estudos, a apicultura difundiu-se entre gregos e romanos, povos que a aperfeiçoaram.



Apesar de os egípcios serem considerados os pioneiros na criação de abelhas, a palavra colmeia vem do grego, que colocavam seus enxames em recipientes em forma de sino feitos de palha trançada chamada de colmo,  de varas de vime forrados a palha e estrume de vaca  de cortiça, tronco de árvores etc.



Na idade média desenvolveram-se técnicas para que a retirada do mel pudesse ser realizada sem a morte das abelhas. Nesta época surgiu a técnica da utilização de fumaça dentro do recipiente de criação. Com a fumaça as abelhas iam para o fundo, inclusive a rainha, e depois se retirava somente os favos da frente, deixando uma reserva para as abelhas. Ao longo deste período várias técnicas foram desenvolvidas entre elas a criação de abelhas em recipientes sobrepostos, do qual o apicultor removeria a parte superior, deixando reserva para as abelhas na caixa inferior.



Somente no século XVII, com a ajuda do microscópio, é que ocorreram importantes descobertas sobre aspectos biológicos das abelhas, o que proporcionou a criação de equipamentos especiais para sua cultura racional e exploração económica. A evolução da apicultura a nível mundial ocorreu de forma lenta, as grandes descobertas surgiram somente a partir do século XIX, entre elas:



1814 – Francisco Huber, suíço, desenvolveu a primeira colmeia de observação.



1845 – Johanes Dizerzan, polonês, confirmou a teoria da partenogénese em abelhas.



1857 – Johanes Mehring, alemão, produziu a primeira folha de cera alveolar.



1876 – A I. Root, americano, construiu a prensa de estampar a lâmina de cera.



1810 a 1895 – Lorenzo Lorain Langstroth, americano, descobriu a relação espaço/abelha.



Desenvolveu-se a técnica da colmeia com quadros móveis, os quais poderiam ser retirados das colmeias pelo topo e movidos lateralmente dentro da caixa de criação. A colmeia de quadros móveis permitiu criação racional de abelhas, favorecendo o avanço tecnológico da atividade como a conhecemos hoje. A atividade apícola atravessou o tempo e nos dias atuais se desenvolve através de métodos altamente técnicos e científicos.