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domingo, 4 de dezembro de 2016

[ VEÍCULOS ] ( PARTE 8 )


PROCESSO EVOLUTIVO DO AUTOMÓVEL
Podemos dizer que ninguém inventou o automóvel. Este resultou de um processo evolutivo de um conjunto de várias invenções e assim se chegou à carruagem puxada a cavalos, na qual foi montado um motor a vapor, e o triciclo do século XIX, que não era mais que uma bicicleta com uma roda a mais que lhe conferia maior estabilidade. Com o passar do tempo os carros foram perdendo a sua semelhança com a carruagem.
Foram numerosas as influências que condicionaram a atual forma do carro. Técnicos, artistas e legisladores, obedecendo aos ditames da física e da matemática, da estética e da segurança, tiveram todo o seu papel. Poucos daqueles que participaram inicialmente do processo de evolução do carro poderiam ter imaginado o que iria resultar dos seus esforços no período de um século.
Desde o seu aparecimento, em consequência de experiências casuais de pequenos grupos de inventores, o automóvel evoluiu de tal maneira que veio a transformar a sociedade. Tendo conseguido inicialmente o objecto de diversão ao alcance apenas do capricho das classes mais ricas, converteu-se num benefício para milhões de pessoas, num meio de locomoção essencial.
Na origem do carro encontra-se o motor de combustão interna; o primeiro exemplar foi construído em 1860 pelo inventor Étienne Lenoir. A partir de então, chegou-se rapidamente ao que há de fundamental no modelo de um automóvel.
Primeiras experiências
Experiências isoladas, realizadas em toda a Europa ao longo das décadas de 1860 e 1870, contribuíram para o aparecimento de algo muito semelhante ao carro atual. Uma das mais significativas foi a invenção de de um pequeno automóvel impulsionado por um motor a 4 tempos, construído por Siegfried Markus, em Viena, em 1874. Os motores a vapor, que queimavam o combustível fora dos cilindros, abriram caminho aos motores de combustão interna, que queimavam no interior dos cilindros uma mistura de ar e gás de iluminação. O ciclo de 4 tempos foi utilizado com êxito pela primeira vez em 1876, num motor construído pelo engenheiro alemão Conde Nikolaus Otto. Neste motor o combustível era comprimido antes de ser inflamado, o que resultava um considerável aumento de rendimento do motor.


Ao utilizar como combustível gasolina em vez de gás, conseguiu-se que o motor dispusesse de uma alimentação de carburante independente; a partir de então, pôde converter-se em objecto móvel com evolução constante.



domingo, 27 de novembro de 2016

Conceitos básicos de apicultura ( Parte 24 ) APICULTOR INVENTOU ...

 FAMOSOS


Abe Collin: Este apicultor francês inventou o excluidor de rainha, em 1865.

Anton Jansa: Nascido em Breznica na Eslovénia, foi o primeiro professor de apicultura imperial e real, na escola de Viena, fundada pela arquiduquesa Maria Teresa de Viena. Pelos seus ensinamentos e escritos sobre “A enxameação” e o seu “Tratado completo de apicultura” (1775), contribuiu de forma determinante para o desenvolvimento da apicultura.

Charles Butler
escreveu o famoso “The Historie of Bees”. Neste livro, ele identifica claramente a rainha como uma abelha do sexo feminino e o zangão como uma abelha macho.

Carles Dadant: foi o fundador da Dadant and Sons, uma empresa de fabricação de equipamentos apícolas. Foi pioneiro na importação de abelhas rainhas italianas para os Estados Unidos.

Charles Darwin (1809-1882): na sua obra sobre a Origem das Espécies, “A Origem das Espécies por Meio da Seleção Natural ou a Preservação das Raças Favorecidas na Luta pela Vida”, Darwin fala da abelha. Insecto que estudou extensivamente, especialmente pelo seu carácter construtor e instinto extraordinários. Ele demonstra que a abelha constrói os alvéolos por seleção natural, ganhando força, e economia de espaço e de matéria-primas. Assim, a forma hexagonal não é um acidente, mas uma necessidade.

François Huber
(1750-1831): No final do século XVIII este apicultor suíço, cego, desenvolveu uma ampla investigação, aplicando metodologia científica, nas suas colmeias experimentais. “Vendo” através dos olhos da sua assistente Francis Burnens contribuiu para o conhecimento da vida das abelhas e viabilizou a construção das colmeias modernas. Foi ele quem primeiro descreveu o vôo nupcial. Às suas experiências acresce-se o desenvolvimento de uma colmeia de quadros móveis.

Lorenzo Lorraine Langstroth: (25 Dezembro 1810 – 6 Outubro 1895) foi um apicultor, clérigo e professor norte-americano. É considerado o pai da apicultura moderna, nos EUA, pelo seu contributo para o conhecimento da vida das abelhas e pela invenção da colmeia moderna, baptizada com o seu nome e que é a mais usada no mundo. Foi uma ideia simples que poderia ser copiada por qualquer pessoa e foi amplamente copiada. Patenteou a sua colmeia, mas nunca recebeu qualquer lucro da sua patente. O seu livro “Arte e Ciência da apicultura” teve uma profunda influência no desenvolvimento da apicultura mundial.

Luis Méndez de Torres: Em 1586 publicou em Alcalá de Henares, Madrid, Espanha o“Tratado breve de la cultivación y cura de las colmenas” descrevendo pela primeira vez a rainha como fêmea produtora de ovos.

Peter Prokopovich: Entre 1800 e 1810, este apicultor ucraniano manejou 10.000 colmeias na Ucrânia, sendo o primeiro apicultor em grande escala no mundo.

Moses Quimby:
Este apicultor inventou o fumigador moderno em 1875.

Franz vom Hruschka:
Este apicultor inventou o extractor de mel (Áustria, 1865) depois de observar como o mel saía dos quadros colocados numa cesta de vime que a sua filha transportava e rodava com rapidez.

John Mehring: Apicultor (Alemanha, 1815-1857) inventou a lâmina de cera moldada

Santo Ambrósio (340-397): bispo de Milão, Santo padroeiro dos apicultores, das abelhas e da cidade de Milão.

Ursmar Baudoux
(Binche 1867-1934), de origem belga: aumentou a capacidade dos alvéolos, inventou instrumentos de medição e “criou” abelhas maiores, com uma lingua que permitia recolher mais néctar.

Gaston Bonnier (1853-1922): famoso botânico francês que trabalhou com G.Layens em apiários experimentais, e cujos comentários foram relevantes no mundo apícula.

Lorenzo Langstroth:
Reverendo americano desenvolveu a sua colméia, em 1860, é atualmente um dos mais difundidos no mundo.

Jean-Baptiste Voirnot
(1844-1900): sacerdote francês, fundador da colméia Voirnot .

Karl von Frisch (1886-1982): zoólogo e etólogo austríaco que decifrou a linguagem das abelhas, incluindo a sua dança para localização de fontes de néctar. Prémio Nobel de Medicina em 1973.

Warre Émile (1867-1951): padre francês que desenvolveu a colmeia com o seu nome depois de estudar todos os tipos de colméias disponíveis na altura.